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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Museu Ferroviário de Juiz de Fora - I





O Museu Ferroviário-Estação Arte de Juiz de Fora (MF-EA) foi criado em 1985.
Inicialmente apenas como Núcleo Histórico Ferroviário, tinha como principal objetivo a preservação do patrimônio ferroviário que, após a extinção da Rede Ferroviária Federal da Sociedade Anônima (RFFSA), ficou abandonado.
O núcleo foi criado na antiga Estação da Estrada de Ferro Leopoldina que, inicialmente, serviu como um espaço onde eram armazenadas as peças que eram recolhidas em antigas estações desativadas, sendo administrado por ex-ferroviários e pessoas interessadas pelo assunto ferrovia.
Em 1999, foi realizado um convênio entre a RFFSA, a Prefeitura Municipal de Juiz de Fora e a Fundação Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) , que passaram a administrar o espaço, se comprometendo a utilizá-lo apenas para fins culturais, educacionais e turísticos.
Somente em 2003, após o prédio e as peças serem tombadas pela municipalidade e pelo Instituo Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), que ele recebeu o título de Museu Ferroviário.
O MF-EA é composto pelo Espaço Museológico, com aproximadamente 400 peças expostas e pelo espaço conhecido como Estação Arte, composto por um anfiteatro de aproximadamente 75 lugares e por uma sala multimeios, que abriga a demanda de grupos que necessitam de um lugar para expressões artísticas, lazer e entretenimento cultural.
Música
"Preludio N° 1 (Introd.das Bachianas Brasileiras N°4)" por Egberto Gismonti

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Resiliência





Quando toda a palavra for pouca,
Não brigue, não esperneie:
Assuma o silêncio como seu.
Assuma sua cria como puder.
Não há de faltar lugar para os vãos que criou.
Nem sempre haverá solução,
Nem sempre caberá essa ou aquela definição.
Então, menina, aceita a falta de som.
Aceita o que a boca não sabe falar.
Aceita que no fim do dia a noite cairá
E nem sempre haverá olhos que lhe guiarão,
Nem sempre a lua vai chegar,
Nem sempre as suas histórias serão lidas
Muito menos verdadeiras
E nem os finais têm obrigações fieis de serem felizes.
Para cada texto, um pretexto,
Uma palavra-chave, um contexto.
Para toda frase uma pontuação:
Ainda que seja a final,
Ainda que não acerte a entonação.
Aceita, menina, que o papel é seu.
Aceita que lhe cabe escrever e não ler.
Aceita que cada um entende o que pode
E faz das tripas uma lira
Só aquele que sabe fazer das palavras, canção.
Aceita, menina, que o sono vem
No descanso ou no desespero
E que os olhos se fecham assim como as portas
E que se abrem assim como os sonhos.
Aceita que faz parte da festa o presente que não veio.
Que o brigadeiro acaba,
Que o balão estoura,
Que os convidados irão embora.
Aceita que a folia é de reis,
Mas que a alegria verdadeira é do bobo-alegre
Que ria despretensioso ao meio-dia,
À meia-luz, à meia-estação
E que não perde o bonde quem chega atrasado,
Mas quem se recusa a correr atrás.
Aceita, menina, que tem pernas pra andar
Mas que as suas asas nunca foram podadas.
Aceita as cortinas caem, que o teatro lota ou fecha,
Mas que o ator tem que estar lá.
Aceita que nada pode quem se entrega,
Mas só vive bem quem se entrega.
E se a entrega carrega em si a negação e a felicidade,
Faz dessa palavra o seu verbo preferido,
Faz dessa palavra o seu lema, o seu tema, o seu plano.
Faz do seu silêncio o seu guia,
Mas não forje com ele os seus grilhões.
Faz do seu medo a sua expectativa,
Mas não se poupe o salto no abismo.
Às vezes o desconhecido é tudo o que se precisa
Para chegar onde se queria.